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Manobras de combate para gestores

Pilotar um avião de caça F-15, projetado para missões de combate e manobras de alto desempenho, é uma tarefa que não admite nenhum tipo de erro. O domínio técnico deve vir acompanhado também de habilidades de liderança e de gestão quando, além de tudo, se está no comando de uma equipe de 42 pilotos que precisa estar pronta para atuar imediatamente em qualquer parte do mundo.

Toda essa experiência inspirou o ex-piloto e instrutor de voo da Força Aérea dos Estados Unidos James Murphy a desenvolver um modelo de planejamento e execução de projetos sem falhas - e que poderia ser aplicado também no mundo corporativo. Criou assim, em 1996, a consultoria Afterburner Incorporated e a metodologia flawless execution execução impecável, que chega agora ao Brasil.

O objetivo, segundo Murphy, é proporcionar uma melhor liderança, ferramentas de planejamento estratégico e uma performance mais ágil e precisa. O nome Afterburner, inclusive, é uma referência a um artifício de pós-combustão que aviões de caça como o F-15 usam para aumentar rapidamente sua aceleração até atingir velocidades supersônicas. Além disso, fornecemos as estruturas necessárias para o desenvolvimento de uma cultura de aprendizagem, comunicação, disciplina, inovação, administração do tempo, superação de obstáculos, colaboração e trabalho em equipe, diz.

Murphy, que também tem experiência como executivo de vendas, afirma que o foco é replicar seus processos em cada departamento, grupo e indivíduo para suprir o gap entre o que a organização planeja fazer e o que ela efetivamente alcança. Com a economia favorável e o rápido crescimento do Brasil, as empresas precisam cada vez mais treinar e desenvolver seus funcionários. Esse cenário abre boas oportunidades  de negócios e incentivou nossa vinda para o país, afirma.

A empresa tem clientes como GE, Sony, Mattel, Pfizer, FedEx e Deloitte e sua equipe é formada por 50 pilotos de ambos os sexos. Inicialmente são eles que vão conduzir os programas no Brasil, com tradução simultânea. Em futuro próximo, porém, o diretor de negócios da Afterburner no Brasil, Eraldo DeCamargo, acredita que o conteúdo será oferecido em português por pilotos brasileiros. Os treinamentos são feitos em equipe e customizados de acordo com as necessidades de cada empresa. Além disso, fazemos palestras, seminários, consultoria e coaching executivo, ressalta.

Depois do Brasil, o próximo alvo da Afterburner, que já tem escritórios nos Estados Unidos e na Austrália, será a China.

Fonte: Valor Econômico - Seção EU & Carreira

Outdoor training - Desenvolvimento, treinamento ou entretenimento? Parte II

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O divisor de águas – Há uma linha muito tênue que separa um programa de desenvolvimento comportamental ao ar livre de um evento com dinâmicas divertidas. Muitas vezes esta linha também separa uma experiência positiva e marcante que leva ao aprendizado, de uma experiência negativa e marcante que leva a um trauma. As evidências tanto de um como de outro já existem aqui no Brasil e em vários países do mundo. Basta uma pequena busca na internet para encontrar centenas de trabalhos acadêmicos publicados que fundamentam os conceitos básicos, a aplicabilidade e os resultados do método experiencial.

Querer implementar regras que não permitam o amadorismo numa atividade que pode ser muito importante no processo de mudança de comportamentos, principalmente numa sociedade como a nossa, é um passo importante a ser dado. A metodologia experiencial é um processo de educação alternativa, existente e aplicado em todo o mundo há mais de 70 anos. Um dos primeiros programas experienciais ao ar livre oferecidos comercialmente foi desenvolvido durante a segunda guerra mundial com o objetivo de simular desafios que ajudassem a desenvolver a auto-estima e a confiança de jovens da marinha britânica. Desde então programas deste tipo só têm evoluído, gerando a profissionalização neste mercado e uma amplitude em sua aplicabilidade. Já existem casos de sucesso na utilização da ferramenta experiencial inclusive com objetivos terapêuticos. Seu uso na recuperação e inclusão social de jovens e até mesmo no tratamento de dependências tóxicas são alguns exemplos.

Entretenimento x programa de desenvolvimento – O como se aplica e o como se conduz uma atividade experiencial ao ar livre são os grandes diferenciais com os quais as empresas que compram este serviço deveriam estar preocupadas. A qualidade conceitual e a administração dos riscos são também quesitos essenciais na avaliação. Mas o que vai diferenciar um processo educacional de um recreacional é justamente a capacidade que o profissional que o aplica tem para conduzir os participantes a refletir sobre a experiência que tiveram. É esta reflexão e a sua transferência para a realidade que fazem toda a diferença no resultado. Se as pessoas que participam de programas deste tipo, voltam para suas mesas de trabalho no dia seguinte com a sensação de que fizeram algo, quando muito, interessante, elas participaram de um programa de entretenimento. Quando as pessoas refletem e transformam uma experiência lúdica ao ar livre em algo significativo para elas, que gere algum tipo de aprendizado que possa ser aplicado ao seu desenvolvimento pessoal e/ou profissional, elas então participaram de um programa de desenvolvimento com fundamentos experienciais.

Um programa experiencial bem desenhado, aplicado e conduzido, nada mais é do que uma experiência positivamente marcante em nosso córtex. A forma como esta experiência se transforma em uma mensagem aplicável ao nosso dia-a-dia social ou corporativo está nas mãos dos chamados facilitadores experienciais, ou a quem temos o orgulho de intitular como profissionais deste mercado. Estes sabem com certeza, diferenciar um programa de treinamento e desenvolvimento comportamental de um programa de lazer e churrasco com os colegas de trabalho.

Fonte: www.rhportal.com.br